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Lhasa Apso


É um cão de tamanho pequeno, mas muito forte, robusto. De saúde forte, com boa ossatura grossa, o Lhasa Apso tem em sua personalida um cão independente, seguro, mas, ao mesmo tempo, muito carinhoso. em hipótese alguma, um exemplar deve demonstrar agressividade. Pelagem abundante, grossa, áspera e lisa.

Trata-se de um excelente cão de companhia, brincalhão e inteligente. É extremamente fácil de lidar: carinhoso e fiel, mas também territorialista. Por isso, o ideal é acostumá-lo desde cedo com outros cães para não ter que infiltrar uma companhia nova com o tempo.

É uma raça ideal para pessoas solitárias, que queiram um cão de companhia dentro de casa ou apartamento. É absolutamente tranquilo e que não exige grandes cuidados. A não ser com a pelagem que deve ser rasqueada diariamente.

Não é cão de guarda, é um animal de companhia. É uma raça que não necessita de passeios diários. Ele pode ficar longas horas só, suportando bem a solidão. Adora ficar no canto dele e interage muito com os membros da família.

O Lhasa Apso é o cão dos tempos modernos. Nenhuma outra raça se encaixa tão bem às necessidades dos dias atuais. Fica perfeitamente bem sozinho, não late e nem é destruidor. Adapta-se muito bem, nclusive, em apartamentos , pois não precisa de muito espaço ou exercício e, com um pouquinho de empenho, o Lhasa aprende o lugar certo para fazer as suas necessidades e nunca esquece. Além disso, é um cachorrinho belíssimo.
Autor:
Flávia Martins - KCGBH
Data:
Thursday, 26 de July de 2007
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A IMPORTÂNCIA DA SOCIALIZAÇÃO DOS FILHOTES

Todas as pessoas que optam por adquirir um cãozinho de estimação idealizam e sonham várias situações em suas mentes: um bebê-dog fofinho dormindo calmamente no colo, enquanto assistem TV! Um cãozinho que interagirá bem com as crianças da casa! Um cão adulto calmamente deitado enquanto recebem seus amigos na sala! São inúmeras as situações onde um cão pode participar prazerosamente da rotina de uma pessoa ou de uma família.

A maioria das pessoas não sabe que existe um período importantíssimo na vida dos cães, chamado de Fase de Socialização, que vai da 3ª até aproximadamente a 12ª semana de vida, quando é fundamental para o filhote ter contato com pessoas diferentes, com outros cães e até com outros animais, para receber diferentes estímulos como sons, calor, luz, mordidas, toques, texturas, etc. São estas experiências que tornam os filhotes adaptáveis e equilibrados. Se, no entanto, o filhote é separado da ninhada e da mãe precocemente, ele apresentará no futuro, distúrbios de comportamento, algumas vezes irreversíveis. Quando o filhote permanece por longos períodos expostos em vitrines de lojas, muitas vezes quando é vendido o dano já está feito e todos os sonhos citados anteriormente se desfazem...


Grande parte dos casos de abandono está relacionada a donos de animais de raça que simplesmente não suportaram o convívio com seu cão, porque estes apresentavam comportamentos totalmente não condizentes com o esperado, culminando até em neuroses. Alguns exemplos de comportamentos não suportados por longos períodos foram: destruição da residência, mesmo após adultos; agressividade descontrolada; hiperatividade; dificuldade de interação com a família; somatização dos problemas emocionais (o cão vive doente); entre outros. O cão que acrescentaria alegrias à vida da família passou a ser um problema.

Por isso a Socialização é imperativa em filhotes e os criadores devem se esmerar para moldar o temperamento do filhote de maneira que ele se torne o mais adaptado possível. Em situações controladas, quando sabemos que a interação será positiva, ele deve ser exposto a outros cães. Deve ser levado à rua (no colo, pois ainda não terá dado tempo de ter tomado todas as vacinas) para se habituar ao barulho, ao movimento dos carros, das pessoas. Deve passear de carro! Deve andar de elevador! (minha cadela entrou no elevador a primeira vez com 1 ano de idade, tremia horrores). Deve ser apresentado ao maior número possível de pessoas e crianças, e deve ser tocado, carregado e pode brincar com elas! Deve andar no tapete, na grama, no cimento! Deve brincar com bolinhas e vários outros diferentes objetos! Deve ter um ossinho industrializado para morder! Deve ser apresentado ao jornal e todas as vezes que fizer xixi ali, deve ganhar uma recompensa!

Enfim, o filhote deve ser exposto a todos os tipos possíveis de situações e estímulos diferentes. A personalidade dos cães é, inicialmente, um produto da genética, mas, à medida que ele cresce suas experiências com os processos da socialização são importantíssimos. A socialização equilibra a auto-estima dos filhotes mais corajosos e ajuda ainda aqueles que são naturalmente tímidos ou hesitantes.

Supervisão, consistência, feedbacks positivos e, também, negativos são um bom caminho para o sucesso!

Por Camilli Chamone
Sócia criadora do Kennel Clube da Grande Belo Horizonte e proprietária do Canil "Ville Chamonix"
Autor:
Flávia Martins - KCGBH
Data:
Sexta, 23 de Março de 2007
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